Sou meu próprio líder: ando em círculos
Me equilibro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio-sorriso, meia-lua, toda tarde
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal
Ficou logo o que tinha ido embora
Estou só um pouco cansado
Não sei se isto termina logo
Meu joelho dói
E não há nada a fazer agora
Para que servem os anjos?
A felicidade mora aqui comigo
Até segunda ordem
Um outro agora vive minha vida
Sei o que ele sonha, pensa e sente
Não é coincidência a minha indiferença
Sou uma cópia do que faço
O que temos é o que nos resta
E estamos querendo demais
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal
Existe um descontrole, que corrompe e cresce
Pode até ser, mais estou pronto prá mais uma
O que é que desvirtua e ensina?
O que fizemos de nossas próprias vidas
O mecanismo da amizade,
A matemática dos amantes
Agora só artesanato:
O resto são escombros
Mas, é claro que não vamos lhe fazer mal
Nem é por isso que estamos aqui
Cada criança com seu próprio canivete
Cada líder com seu próprio 38
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
Chega, vou mudar a minha vida
Deixa o copo encher até a borda
Que eu quero um dia de sol
Num copo d'água
A Montanha Mágica
Legião Urbana
Cerejas Com Morangos
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
A Morte como conselheira
Estou lendo um livro de Bioética que me faz refletir muito. Peguei este livro para ler por curiosidade mesmo, ou não ( rs ) .
Bioética (bio=vida e ethos= moral ou morada) ou seja, a bioética trata de assuntos ligados à ética e a vida (óbvio) . São discutidos assuntos como o aborto, o suicídio, a eutanásia, transplantes, clonagem, morte e processo de morte e os impactos que futuramente poderemos sofrer com a liberação desses processos .Não sabemos! São assuntos complexos e em diversas vezes percebi como o ser humano quer brincar de ser Deus.
Em uma das discussões sobre clonagem , um autor ainda teve a capacidade de citar uma "suposta nova versão da Bíblia" citando Genêsis " No sétimo dia, Deus descansou, após ter criado o mundo; no oitavo , o homem toma conta das coisas e se reprograma a si mesmo".
Isso é assustador e muito perigoso!
Os avanços tecnológicos e a biotecnologia são importantes para o desenvolvimento humano, devem existir, mas sua função é unicamente servir o homem e JAMAIS vice versa.
A bioética faz isso. Ela discute quais impactos esses processos podem vir a ter e suas causas nocivas.
Mas não quero discutir sobre bioética hoje não.
Quero colocar uma crônica que li no final de um capítulo que dizia sobre a morte e o processo de morrer.
Confesso que quando eu estava lendo sobre esse assunto, estava meio deprimida, reclamona e um pouco pra baixo.
Li esta crônica . chorei muito e fiquei pensando .
Quero dividir com vocês!
Bom domingo, boa semana e um abraço beeeeeeem forte!
" A MORTE COMO CONSELHEIRA"
Não, a morte não é algo que nos espera no fim. É companheira silenciosa que fala com voz branda, sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a verdade e convidando à sabedoria do viver.
A branda fala da morte não nos aterroriza por nos falar da morte. Ela nos aterroriza por falar da Vida. Na verdade, a morte nunca fala sobre si mesma. Ela sempre nos fala sobre aquilo que estamos fazendo com a própria vida, as perdas, os sonhos que não sonhamos, os riscos que não tomamos (por medo), os suicídios lentos que perpetramos.
Embora a gente não saiba, a morte fala com voz de poeta. Porque é nele que as duas, a Vida e a Morte encontram-se reconciliadas. conversam uma com a outra e desta conversa surge a beleza. Agora, o que a beleza não suporta é o falatório, a correria...Ela nos convida a contemplar a nossa própria verdade. E o que ela nos diz é simplesmente isso : " Veja a vida. Não há tempo para perder. É preciso viver agora! Não se pode deixar o amor para depois."
É só isto que nos dá coragem para arrebentar a mortalha com que os desejos dos outros nos enrolam e mumificam.
A morte tem o poder de colocar todas as coisas nos seus devidos lugares. Longe do seu olhar, somos prisioneiros do olhar dos outros, e caímos na armadilha dos seus desejos. Deixamos de ser o que somos para ser o que os outros desejam que sejamos. Diante da morte tudo se torna repentinamente puro. Não há lugar para mentiras. E a gente então se defronta com a verdade, aquilo que REALMENTE importa. Para ter acesso à nossa verdade. para ouvir de novo a voz do nosso real desejo mais profundo, é preciso tornar-se um discípulo da morte. Pois ela nos dá lições de vida se a acolhemos como amiga. A morte é nossa eterna companheira. Ela se encontra sempre à nossa esquerda ao alcance do braço. Ela nos olha sempre até o dia em que nos toca. Como é possível alguém sentir-se importante sabendo que a morte o contempla? O que você deve fazer ao se sentir impaciente com alguma coisa, é voltar-se para a esquerda e pedir que a sua morte o aconselhe. Estamos cheios de lixo! E a morte é a única conselheira que temos. Sempre que você se sentir , como acontece sempre que tudo está indo de mal a pior e que você se encontra a ponto de ser aniquilado, volte-se para a sua morte e lhe pergunte se isso é verdade. Sua morte lhe dirá que você está errado, que nada realmente importa fora do seu toque. Ela lhe dirá : " ainda não te toquei." Alguém tem que mudar e depressa. Alguém tem que aprender que a morte é caçadora e que ela sempre se encontra à nossa esquerda. Alguém tem que pedir o conselho da morte e abandonar a maldita mesquinharia que pertence aos homens que vivem suas vidas como se a morte nunca fosse bater no seu ombro.
Houve um tempo em que o nosso poder perante a morte era muito pequeno. E por isso, os homens e mulheres dedicavam-se a ouvir sua voz e podiam tornar-se sábios na arte do viver. Hoje, nosso poder aumentou e a morte foi definida como inimiga a ser derrotada, fomos possuídos pela fantasia onipotente de nos livrarmos do seu toque. Com isso, nos tornamos surdos às lições que ela pode nos ensinar. E nos encontramos no perigo de que, quantos mais poderosos formos perante ela ( inutilmente, porque só podemos adiar...), mais tolos nos tornamos na arte do viver. E quando isso acontece, a morte que poderia ser conselheira sábia transforma-se em inimiga que nos devora por detrás.
Precisamos ser discípulos da morte e não inimigos, precisamos abir espaço em nossas vidas para ouvir sua voz.
(Rubem A. Alvez- A morte como conselheira)
Bioética (bio=vida e ethos= moral ou morada) ou seja, a bioética trata de assuntos ligados à ética e a vida (óbvio) . São discutidos assuntos como o aborto, o suicídio, a eutanásia, transplantes, clonagem, morte e processo de morte e os impactos que futuramente poderemos sofrer com a liberação desses processos .Não sabemos! São assuntos complexos e em diversas vezes percebi como o ser humano quer brincar de ser Deus.
Em uma das discussões sobre clonagem , um autor ainda teve a capacidade de citar uma "suposta nova versão da Bíblia" citando Genêsis " No sétimo dia, Deus descansou, após ter criado o mundo; no oitavo , o homem toma conta das coisas e se reprograma a si mesmo".
Isso é assustador e muito perigoso!
Os avanços tecnológicos e a biotecnologia são importantes para o desenvolvimento humano, devem existir, mas sua função é unicamente servir o homem e JAMAIS vice versa.
A bioética faz isso. Ela discute quais impactos esses processos podem vir a ter e suas causas nocivas.
Mas não quero discutir sobre bioética hoje não.
Quero colocar uma crônica que li no final de um capítulo que dizia sobre a morte e o processo de morrer.
Confesso que quando eu estava lendo sobre esse assunto, estava meio deprimida, reclamona e um pouco pra baixo.
Li esta crônica . chorei muito e fiquei pensando .
Quero dividir com vocês!
Bom domingo, boa semana e um abraço beeeeeeem forte!
" A MORTE COMO CONSELHEIRA"
Não, a morte não é algo que nos espera no fim. É companheira silenciosa que fala com voz branda, sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a verdade e convidando à sabedoria do viver.
A branda fala da morte não nos aterroriza por nos falar da morte. Ela nos aterroriza por falar da Vida. Na verdade, a morte nunca fala sobre si mesma. Ela sempre nos fala sobre aquilo que estamos fazendo com a própria vida, as perdas, os sonhos que não sonhamos, os riscos que não tomamos (por medo), os suicídios lentos que perpetramos.
Embora a gente não saiba, a morte fala com voz de poeta. Porque é nele que as duas, a Vida e a Morte encontram-se reconciliadas. conversam uma com a outra e desta conversa surge a beleza. Agora, o que a beleza não suporta é o falatório, a correria...Ela nos convida a contemplar a nossa própria verdade. E o que ela nos diz é simplesmente isso : " Veja a vida. Não há tempo para perder. É preciso viver agora! Não se pode deixar o amor para depois."
É só isto que nos dá coragem para arrebentar a mortalha com que os desejos dos outros nos enrolam e mumificam.
A morte tem o poder de colocar todas as coisas nos seus devidos lugares. Longe do seu olhar, somos prisioneiros do olhar dos outros, e caímos na armadilha dos seus desejos. Deixamos de ser o que somos para ser o que os outros desejam que sejamos. Diante da morte tudo se torna repentinamente puro. Não há lugar para mentiras. E a gente então se defronta com a verdade, aquilo que REALMENTE importa. Para ter acesso à nossa verdade. para ouvir de novo a voz do nosso real desejo mais profundo, é preciso tornar-se um discípulo da morte. Pois ela nos dá lições de vida se a acolhemos como amiga. A morte é nossa eterna companheira. Ela se encontra sempre à nossa esquerda ao alcance do braço. Ela nos olha sempre até o dia em que nos toca. Como é possível alguém sentir-se importante sabendo que a morte o contempla? O que você deve fazer ao se sentir impaciente com alguma coisa, é voltar-se para a esquerda e pedir que a sua morte o aconselhe. Estamos cheios de lixo! E a morte é a única conselheira que temos. Sempre que você se sentir , como acontece sempre que tudo está indo de mal a pior e que você se encontra a ponto de ser aniquilado, volte-se para a sua morte e lhe pergunte se isso é verdade. Sua morte lhe dirá que você está errado, que nada realmente importa fora do seu toque. Ela lhe dirá : " ainda não te toquei." Alguém tem que mudar e depressa. Alguém tem que aprender que a morte é caçadora e que ela sempre se encontra à nossa esquerda. Alguém tem que pedir o conselho da morte e abandonar a maldita mesquinharia que pertence aos homens que vivem suas vidas como se a morte nunca fosse bater no seu ombro.
Houve um tempo em que o nosso poder perante a morte era muito pequeno. E por isso, os homens e mulheres dedicavam-se a ouvir sua voz e podiam tornar-se sábios na arte do viver. Hoje, nosso poder aumentou e a morte foi definida como inimiga a ser derrotada, fomos possuídos pela fantasia onipotente de nos livrarmos do seu toque. Com isso, nos tornamos surdos às lições que ela pode nos ensinar. E nos encontramos no perigo de que, quantos mais poderosos formos perante ela ( inutilmente, porque só podemos adiar...), mais tolos nos tornamos na arte do viver. E quando isso acontece, a morte que poderia ser conselheira sábia transforma-se em inimiga que nos devora por detrás.
Precisamos ser discípulos da morte e não inimigos, precisamos abir espaço em nossas vidas para ouvir sua voz.
(Rubem A. Alvez- A morte como conselheira)
domingo, 16 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Salve Regina

Salve Regina Mater misericordiae,
Vita dulcedo et spes nostra salve.
Ad te clamamus exsules filii Hevae.
Ad te suspiramus gementes et flentes, in hac lacrimarum valle.
Eja ergo advocata nostra,
illos tuos misericordes oculos ad nos converte.
Et Jesum benedictum fructum ventris tui
nobis post hoc exsilium ostende.
O clemens, o pia, o dulcis virgo Maria
domingo, 9 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Falta tanta coisa na minha janela como uma praia. Falta tanta coisa na memória como o rosto dela,falta tanto tempo no relógio quanto uma semana .Sobra tanta falta de paciência que me desespero. Sobram tantas meias-verdades que guardo pra mim mesmo. Sobram tantos medos que nem me protejo mais. Sobra tanto espaço dentro do abraço. Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo. Sei lá, se o que me deu foi dado Sei lá, Se o que me deu já é meu Sei lá, Se o que me deu foi dado ou se é seu Sei lá... sei lá... sei lá.... Se o que deu é meu... Vai saber, se o que me deu , quem sabe? Vai saber, Quem souber me salve vai saber, o que me deu, quem sabe? Vai saber, Quem souber me salve...
Sobra Tanta Falta - O Teatro Mágico
Sobra Tanta Falta - O Teatro Mágico
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Sonhos, pesadelos...

Essa noite eu tive um sonho.
Sonho não, pesadelo!
Sonhei que estava andando pela beirada da pista, eu e minha filha Amany. Eu a puxava numa espécie de bóia e andavamos na pista conversando, como sempre fazemos. Eu na frente e ela atrás. Em um determinado momento, eu andando pela beirada da pista ,percebi que a bóia estava muito leve, olhei pra trás e minha pequena havia sumido.
Fiquei desesperada olhando para trás e a minha vontade era de voltar correndo e procurá-la, saber o que aconteceu, pegá-la de volta, mas o engraçado é que alguma coisa me impedia de voltar atrás e eu sem parar, caminhava pra frente. Mas minha cabeça, meu desespero , meus pensamentos ficavam nela, me perguntando o que havia acontecido. Se eu a deixei, se ela se perdeu ou se ela tinha desistido de caminhar comigo. Continuei, andando e chorando pela pista sozinha.
Acordei muito nervosa, abri os olhos e pensei : Ufa, calma, foi só um sonho! Sentei na minha cama e só para ter certeza mesmo de que tudo não passou de um pesadelo, fui ver se ela estava em sua cama dormindo.
E lá estava ela, dormindo com um anjinho. Agradeci a Deus por ter sido só um pesadelo mas não consegui dormir mais.
Fui tomar água e fiquei sentada na mesa da cozinha, tomando uma caneca de café amargo.
Passei o dia todo pensando neste pesadelo e toda vez que ele voltava na minha cabeça eu o bloqueava de alguma maneira, porque cada vez que ele voltava, eu sofria do mesmo jeito que eu tinha sofrido no sonho.
Fiquei refletindo o porque daquele pesadelo tão horrível, e cheguei a algumas conclusões que foram clareando durante o dia.
Na verdade, a Amany, minha filhinha tão tão amada, foi uma metáfora que meu cérebro usou para as pessoas que eu amo e o medo que eu tenho de perdê-las.
E que por mais que eu tenha vontade de voltar correndo e dizer : "vamos,vamos comigo, vamos juntos, por favor!!"...eu acredito na liberdade e nas escolhas de cada um.
Sempre falo que o amor, a amizade e qualquer relacionamento afetivo é uma via de mão dupla e no primeiro momento que é cobrado, perde toda a razão de ser.
Deus que está no comando das pessoas que permanecem em nossas vidas.
" Obrigada meu Deus por cuidar de mim e da minha família.E falar comigo tão claramente"
E como eu adoro tirinha, uma que não poderia faltar...hehe
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