Cerejas Com Morangos





sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cara nova...

Eeeeee...
O blog está de cara nova!!!
Isso graças ao meu fofíssimo, queridíssimo e amadíssimo amigo Marcio.
Ele com sua habilidade de designer multimídia que fez pra mim. Ficou legal né?
Adorei Ma, obrigada !!
Te amo querido!!
Muitos beijos e obrigada pelas companhias de sábado a noite no msn hehe.
Eu, Marcio e minha insônia .

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

4 de fevereiro

Não sei porque , tenho a sensação que estou esquecendo de alguma coisa importante hoje.

4 de fevereiro. O que tem mesmo nesta data?

Sexta feira



Quando eu acho que está td melhorando, é dia de voltar ao ortodontista.

Sem mais

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nossa!!

Será q to virando emo???

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Momentos, fases, solidão...

Acho a minha vida engraçada!
Fico pensando em como podemos dormir de um jeito e quando acordamos, tudo está completamente diferente...Aconteceu comigo esta semana.
Peço desculpas aos meus amigos pelo sumiço. Eu sei que ando sumida, mas estou passando por uma fase de muitas mudanças.
Não estava entendendo direito o que estava ( ou está) acontecendo comigo.
Mas Deus é perfeito! Não nos deixa sem explicações .
O que eu sei é que eu preciso de solidão. Preciso da casa vazia!
Estou passando por um processo bem dificil, mas muito dificil mesmo. Tempo em que é preciso se olhar no espelho e ver todo o lixo e misérias da alma , tomar a decisão de mudar e colocar tudo em seu devido lugar.
Tempo de arrumar a "casa" e organizar tudo que está desordenado .
Entendi que para estar disponível para o Espírito de Deus ,é preciso estar limpa e livre.
Só sei que me preparei pra esta fase , sem saber, já algum tempo.

E para "ilustrar" o que estou passando hoje:

" Em uma noite escura,
De amor em vivas ânsias inflamada
Oh! Ditosa ventura!
Saí, sem ser notada,
Já minha casa estando sossegada"

(São João da Cruz)

E o que vai acontecer:

" Casulo que se infla
com vigor eterno,
círio que vai se coagulando no silêncio,
silêncio sagrado de homem que está se construindo
no crisol santo do seio materno
da fecunda e Infinita Realidade.
Verás o casulo verde
parecendo brasa viva de ouro e rubis.
Verás o enorme círio pascal
que é Cristo forjado a pulso interiormente
no fulgor da grande batalha
de paz, calor, dor , odor de rosa,
de incenso queimado,
fulgor de luz celeste,
aroma de sândalo...
Agora vai operando o homem com força de Deus e está alcançando presença no mundo que o situa muito acima da multidão de homens superficiais, que vivem e agem somente na periferia, ou em torno do castelo, porque os homens, como as orações não se contam, medem-se pelos níveis da profundidade a que chegaram no Oceano abissal do sempre Ser e Amor."
(Jesús Martí Ballester-Oblacion carmesí)

Só sei que agradeço à Deus por tudo e por todas as dificuldades que tenho passado!

Fiquem com Deus!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sou meu próprio líder: ando em círculos
Me equilibro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio-sorriso, meia-lua, toda tarde

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal

Ficou logo o que tinha ido embora
Estou só um pouco cansado
Não sei se isto termina logo
Meu joelho dói
E não há nada a fazer agora

Para que servem os anjos?
A felicidade mora aqui comigo
Até segunda ordem
Um outro agora vive minha vida
Sei o que ele sonha, pensa e sente
Não é coincidência a minha indiferença
Sou uma cópia do que faço
O que temos é o que nos resta
E estamos querendo demais

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal

Existe um descontrole, que corrompe e cresce
Pode até ser, mais estou pronto prá mais uma
O que é que desvirtua e ensina?
O que fizemos de nossas próprias vidas

O mecanismo da amizade,
A matemática dos amantes
Agora só artesanato:
O resto são escombros

Mas, é claro que não vamos lhe fazer mal
Nem é por isso que estamos aqui
Cada criança com seu próprio canivete
Cada líder com seu próprio 38

Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia

Chega, vou mudar a minha vida
Deixa o copo encher até a borda
Que eu quero um dia de sol
Num copo d'água

A Montanha Mágica
Legião Urbana

domingo, 23 de janeiro de 2011

A Morte como conselheira

Estou lendo um livro de Bioética que me faz refletir muito. Peguei este livro para ler por curiosidade mesmo, ou não ( rs ) .
Bioética (bio=vida e ethos= moral ou morada) ou seja, a bioética trata de assuntos ligados à ética e a vida (óbvio) . São discutidos assuntos como o aborto, o suicídio, a eutanásia, transplantes, clonagem, morte e processo de morte e os impactos que futuramente poderemos sofrer com a liberação desses processos .Não sabemos! São assuntos complexos e em diversas vezes percebi como o ser humano quer brincar de ser Deus.
Em uma das discussões sobre clonagem , um autor ainda teve a capacidade de citar uma "suposta nova versão da Bíblia" citando Genêsis " No sétimo dia, Deus descansou, após ter criado o mundo; no oitavo , o homem toma conta das coisas e se reprograma a si mesmo".
Isso é assustador e muito perigoso!
Os avanços tecnológicos e a biotecnologia são importantes para o desenvolvimento humano, devem existir, mas sua função é unicamente servir o homem e JAMAIS vice versa.
A bioética faz isso. Ela discute quais impactos esses processos podem vir a ter e suas causas nocivas.
Mas não quero discutir sobre bioética hoje não.
Quero colocar uma crônica que li no final de um capítulo que dizia sobre a morte e o processo de morrer.
Confesso que quando eu estava lendo sobre esse assunto, estava meio deprimida, reclamona e um pouco pra baixo.
Li esta crônica . chorei muito e fiquei pensando .
Quero dividir com vocês!
Bom domingo, boa semana e um abraço beeeeeeem forte!

" A MORTE COMO CONSELHEIRA"

Não, a morte não é algo que nos espera no fim. É companheira silenciosa que fala com voz branda, sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a verdade e convidando à sabedoria do viver.
A branda fala da morte não nos aterroriza por nos falar da morte. Ela nos aterroriza por falar da Vida. Na verdade, a morte nunca fala sobre si mesma. Ela sempre nos fala sobre aquilo que estamos fazendo com a própria vida, as perdas, os sonhos que não sonhamos, os riscos que não tomamos (por medo), os suicídios lentos que perpetramos.
Embora a gente não saiba, a morte fala com voz de poeta. Porque é nele que as duas, a Vida e a Morte encontram-se reconciliadas. conversam uma com a outra e desta conversa surge a beleza. Agora, o que a beleza não suporta é o falatório, a correria...Ela nos convida a contemplar a nossa própria verdade. E o que ela nos diz é simplesmente isso : " Veja a vida. Não há tempo para perder. É preciso viver agora! Não se pode deixar o amor para depois."
É só isto que nos dá coragem para arrebentar a mortalha com que os desejos dos outros nos enrolam e mumificam.
A morte tem o poder de colocar todas as coisas nos seus devidos lugares. Longe do seu olhar, somos prisioneiros do olhar dos outros, e caímos na armadilha dos seus desejos. Deixamos de ser o que somos para ser o que os outros desejam que sejamos. Diante da morte tudo se torna repentinamente puro. Não há lugar para mentiras. E a gente então se defronta com a verdade, aquilo que REALMENTE importa. Para ter acesso à nossa verdade. para ouvir de novo a voz do nosso real desejo mais profundo, é preciso tornar-se um discípulo da morte. Pois ela nos dá lições de vida se a acolhemos como amiga. A morte é nossa eterna companheira. Ela se encontra sempre à nossa esquerda ao alcance do braço. Ela nos olha sempre até o dia em que nos toca. Como é possível alguém sentir-se importante sabendo que a morte o contempla? O que você deve fazer ao se sentir impaciente com alguma coisa, é voltar-se para a esquerda e pedir que a sua morte o aconselhe. Estamos cheios de lixo! E a morte é a única conselheira que temos. Sempre que você se sentir , como acontece sempre que tudo está indo de mal a pior e que você se encontra a ponto de ser aniquilado, volte-se para a sua morte e lhe pergunte se isso é verdade. Sua morte lhe dirá que você está errado, que nada realmente importa fora do seu toque. Ela lhe dirá : " ainda não te toquei." Alguém tem que mudar e depressa. Alguém tem que aprender que a morte é caçadora e que ela sempre se encontra à nossa esquerda. Alguém tem que pedir o conselho da morte e abandonar a maldita mesquinharia que pertence aos homens que vivem suas vidas como se a morte nunca fosse bater no seu ombro.
Houve um tempo em que o nosso poder perante a morte era muito pequeno. E por isso, os homens e mulheres dedicavam-se a ouvir sua voz e podiam tornar-se sábios na arte do viver. Hoje, nosso poder aumentou e a morte foi definida como inimiga a ser derrotada, fomos possuídos pela fantasia onipotente de nos livrarmos do seu toque. Com isso, nos tornamos surdos às lições que ela pode nos ensinar. E nos encontramos no perigo de que, quantos mais poderosos formos perante ela ( inutilmente, porque só podemos adiar...), mais tolos nos tornamos na arte do viver. E quando isso acontece, a morte que poderia ser conselheira sábia transforma-se em inimiga que nos devora por detrás.
Precisamos ser discípulos da morte e não inimigos, precisamos abir espaço em nossas vidas para ouvir sua voz.

(Rubem A. Alvez- A morte como conselheira)